Mais um dia. Me levantar por impulso, arrastar de lugar em lugar presos aos meus pés a ânsia e a falta. Não perceber o inverno por todos os dias serem frios, e já não ter mais flores entre os dedos e borboletas nos cabelos. Adoeço. Procuro nas ruas sempre cinzas o calor de algum olhar que procure o meu, mesmo que no fundo eu saiba que é ele que procuro em todas as esquinas. Chego em casa e a água quente do banho não ousa me aquecer, pra isso preciso do abraço, do toque, da pele, da carícia. Mesmo com exaustão dobro os joelhos , junto as mãos e procuro palavras meio ajeitadas tentando controlar a angustia em meio aos soluços do constrangimento oro: ''Senhor, me cura deste amor'' mais há tempos perdi o jeito com a fé e o pranto que me toma não me deixa prosseguir. Adormeço e sonho com nós dois... Que a Fé me salve de mim.
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